Ellen G. White
I. Divindade e Natureza de Cristo
1. Um com o Pai Eterno. “Cristo, o Verbo, o Unigênito de Deus era um com o eterno Pai – um em natureza, caráter, propósito – o único ser que poderia penetrar em todos os conselhos e propósitos de Deus. ‘O Seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz.’ Is 9:6. Suas ‘saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.’ Mq 5:2.” Patriarcas e Profetas, p. 34.
2. Cristo e o Pai de uma Substância. “Os Judeus nunca antes tinham ouvido tais palavras saídas de lábios humanos, e uma influência convincente os alcançou; por que parecia que a divindade flamejou através da humanidade quando Cristo disse: ‘Eu e o Pai somos um.’ As palavras de Cristo estavam repletas de profundo significado quando Ele expressou a reivindicação que Ele e o Pai eram de uma substância, possuindo os mesmos atributos.” Signs of the Times, 27 de novembro de 1893, p. 54.
3. Um em Poder e Autoridade. “Todavia, o Filho de Deus era o reconhecido Soberano do Céu, igual ao Pai em poder e autoridade.” O Grande Conflito, p. 495.
4. Igual com o Pai. “A fim de salvar o transgressor da lei de Deus, Cristo, que é igual com o Pai, veio viver o Céu diante dos homens, para que aprendessem o que significa ter o Céu no coração. Ilustrou o que o homem deve ser para estar à altura da preciosa dádiva da vida que se mede com a vida de Deus.” Fundamentos da Educação Cristã, p. 179.
5. Possui os Atributos de Deus. “A única maneira em que o caído gênero humano podia ser restaurado era pelo do dom do Seu Filho, igual a Ele mesmo, possuindo os atributos de Deus. Embora tão altamente exaltado, Cristo consentiu em assumir a natureza humana, a fim de que pudesse atuar em favor do homem e reconciliar com Deus Seus súditos desleais. Quando o homem se rebelou, Cristo alegou Seus méritos em favor de ele, e tornou-Se o substituto e penhor do homem. Empreendeu o combate aos poderes das trevas em favor do homem, e prevaleceu, vencendo o inimigo de nossa alma, e apresentando ao homem a taça da salvação.” The Review and Herald, 8 de novembro de 1892, p. 690.
6. Deus no Mais Alto Sentido. “O mundo foi feito por Ele, ‘e sem Ele nenhuma coisa que foi feita se fez.’ Se Cristo fez todas as coisas, Ele existiu antes de todas as coisas. As palavras proferidas a este respeito são tão decisivas que ninguém precisa ser deixado em dúvida. Cristo era Deus em essência, e no mais alto sentido. Ele estava com Deus desde toda a eternidade, Deus sobre todos, eternamente bendito. […]
“Há luz e glória na verdade de que Cristo era um com o Pai antes da fundação do mundo. Esta é a luz que brilha em lugar escuro, tornando-o resplendente com a glória divina, original. Esta verdade, infinitamente misteriosa em si, explica outras verdades, por sua vez misteriosas e inexplicáveis, embora seja emoldurada em luz inacessível e incompreensível.” The Review and Herald, 5 de abril de 1906, p. 8.
7. Eterno e Auto-existente. “O Rei do Universo convocou os exércitos celestiais perante Ele, para, em Sua presença, apresentar a verdadeira posição de Seu Filho, e mostrar a relação que Este mantinha para com todos os seres criados. O Filho de Deus partilhava do trono do Pai, e a glória do Ser eterno, existente por Si mesmo, rodeava a ambos.” Patriarcas e Profetas, p. 36.
8. Cristo é Nosso Pai Eterno. “Por mais que um pastor ame a suas ovelhas, ama ainda mais seus próprios filhos e filhas. Jesus não é somente nosso pastor; é nosso ‘eterno Pai’. E Ele diz: ‘Conheço as Minhas ovelhas, e das Minhas sou conhecido. Assim como o Pai Me conhece a Mim, também Eu conheço o Pai.’ Jo 10:14, 15 – R.V. Que declaração esta! Ele é o Filho unigênito, Aquele que Se acha no seio do Pai, Aquele que Deus declarou ser ‘o Varão que é o Meu companheiro’ (Zc 13:7), e apresenta a união entre Ele e o eterno Deus como figura da que existe entre Ele e Seus filhos na Terra!” O Desejado de Todas as Nações, p. 483.
9. Vida Original, Não Emprestada, Não Derivada. “Ainda procurando dar verdadeira direção à sua fé, Jesus declarou: ‘Eu sou a ressurreição e a vida.’ Em Cristo há vida original, não Emprestada, não derivada. ‘Quem tem o Filho tem a vida’ (1Jo 5:12). A divindade de Cristo é a certeza de vida eterna para o crente.” Ibid., p. 530.
10. O Auto-existente. “Com solene dignidade, respondeu Jesus: ‘Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse Eu Sou.’
“Fez-se silêncio na vasta assembléia. O nome de Deus, dado a Moisés, para exprimir a presença eterna, foi a reclamado como Seu pelo Rabi da Galiléia. Declarara-Se Aquele que tem a própria existência, Aquele que fora prometido a Israel, ‘cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.’” Ibid., pp. 469, 470.
11. Redentor Igual a Deus. “O Redentor do mundo era igual a Deus. Sua autoridade era como a autoridade de Deus. Ele declarou que separado do Pai não tinha existência. A autoridade com a qual Ele falava e realizava milagres era expressamente Sua própria; entretanto, nos assegura que Ele e o Pai são um.” Review and Herald, 7 de janeiro de 1890, p. 1.
12. Eterno, Auto-existente, Incriado. “Jeová, o Ser eterno, existente por Si mesmo, incriado, sendo o originador e mantenedor de todas as coisas, é o único que tem direito a reverência e culto supremos.” Patriarcas e Profetas, p. 305.
13. Jeová é o Nome de Cristo. “Jeová é o nome dado a Cristo. ‘Eis que Deus é a minha salvação’, escreve o profeta Isaías; ‘confiarei e não temerei, porque o Senhor Deus é a minha força e o meu cântico; Ele Se tornou a minha salvação. Vós, com alegria, tirareis água das fontes da salvação. Direis naquele dia: Dai graças ao Senhor, invocai o Seu nome, tornai manifesto os Seus feitos entre os povos, relembrai que é excelso o Seu nome’ (Is 12:2-4). ‘Naquele dia, se entoará este cântico na terra de Judá: Temos uma cidade forte; Deus lhe põe a salvação por muros e baluartes. Abri vós as portas, para que entre a nação justa, que guarda a fidelidade. Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti. Confiai no Senhor perpetuamente, porque o Senhor Deus é uma rocha eterna” (Is 26:1-4). The Signs of the Times, 3 de maio de 1899, p. 2.
14. Jeová Emanuel Nosso Salvador. “As portas celestes tornar-se-ão a erguer, e, com miríades e miríades de milhares de santos, nosso Salvador sairá como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Jeová Emanuel ‘será Rei sobre toda a Terra, e um será o Seu nome.” O Maior Discurso de Cristo, p. 108.
15. Jeová Emanuel é Cristo. “Esta é a recompensa de todos quantos seguem a Cristo. Jeová Emanuel – Aquele ‘em quem estão escondidos todos os tesouros de sabedoria e da ciência’, em quem habita ‘corporalmente toda plenitude da divindade’ (Cl 2:3, 9) – ser levado a sentir em correspondência com Ele, conhecê-Lo, possuí-Lo, à medida que o coração se abre mais e mais para receber-Lhe o amor e o poder, possuir as insondáveis riquezas de Cristo, compreender mais e mais ‘qual seja a largura, e o cumprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus’ (Ef 3:18, 19) – ‘esta é a herança dos servos do Senhor que vem de Mim, diz o Senhor’ (Is 54:17).” Ibid., pp. 34, 35.
16. Um Com o Pai em Natureza. “Antes da manifestação do mal [entre os anjos], […] Cristo, o Unigênito de Deus, era um com o eterno Pai – um na natureza, no caráter e no propósito – o único Ser em todo o Universo que podia entrar nos conselhos e propósitos de Deus. Por Cristo, o Pai efetuou a criação de todos os seres celestiais.” O Grande Conflito, p. 493.
17. Rejeição da Divindade é Fatal. “Se os homens rejeitarem o testemunho das Escrituras concernente à divindade de Cristo, é em vão arguir com eles sobre este ponto; pois nenhum argumento, por mais conclusivo, poderia convencê-los. ‘O homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente’ (1Co 2:14). Pessoa alguma que alimente este erro pode ter exato conceito do caráter ou missão de Cristo, nem do grande plano de Deus para a redenção do homem.” Ibid., p. 524.
II. A Eterna Preexistência de Cristo
1. Existência Distinta Desde a Eternidade. “O Senhor Jesus Cristo, o divino Filho de Deus, existiu desde a eternidade. Era uma pessoa distinta, contudo um com o Pai. Ele era a transcendente glória do Céu. Era o Comandante dos seres celestiais, e a homenagem e a adoração dos anjos eram por Ele aceitas como direito Seu. Não havia nisso nenhuma extorsão em relação a Deus.” The Review and Herald, 5 de abril de 1906, p. 8.
2. Sempre Com o Eterno Deus. “Falando de Sua preexistência, Cristo conduz o pensamento a épocas indefinidas do passado. Ele nos assegura que jamais houve tempo em que não estivesse em íntima união com o Deus eterno. Aquele cuja voz os Judeus estavam então ouvindo havia estado com Deus como Alguém que sempre existira com Ele.” The Signs of the Times, 29 de agosto de 1900.
3. Imensurada Preexistência. “Aqui Cristo lhes mostra que, embora pudessem calcular Sua idade como de menos de cinquenta anos, todavia Sua vida divina não podia ser calculada pela computação humana. A existência de Cristo antes de Sua encarnação não se calcula por algarismos.” The Signs of the Times, 3 de maio de 1899.
4. Unidos Desde Toda a Eternidade. “Desde toda a eternidade Cristo esteve unido ao Pai e, quando tomou sobre Si a natureza humana, ainda continuou um com Deus.” The Signs of the Times, 2 de agosto de 1905, p. 10.
5. Glória Desde Toda a Eternidade. “Ao transpor as portas celestiais, Jesus foi entronizado em meio à adoração dos anjos. Tão logo foi essa cerimônia concluída, o Espírito Santo desceu em ricas torrentes sobre os discípulos, e Cristo foi, de fato, glorificado com aquela glória que tinha com o Pai desde toda a eternidade.” Atos dos Apóstolos, pp. 38, 39.
6. Mediador Desde a Eternidade. “Mas conquanto a Palavra de Deus fale da eternidade de Cristo quando esteve na Terra, fala também, definitivamente, acerca de Sua preexistência. O Verbo existia como Ser divino, como o próprio Filho de Deus, em união e unidade com o Pai. Desde a eternidade, Ele foi o Mediador do concerto. Aquele em quem todas as nações da Terra, Judeus e Gentios, seriam benditos, se O aceitassem. ‘O Verbo estava com Deus e era Deus’ (Jo 1:1). Antes que fossem criados homens ou anjos, o Verbo estava com Deus e era Deus.” The Review and Herald, 5 de abril de 1906.
7. Vida Intérmina e Sempre Existente. “O ser humano vive, mas sua vida lhe é dada, é uma vida que será extinta. ‘Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por um instante e logo se dissipa’ (Tg 4: 14). Mas a vida de Cristo não é uma neblina; é intérmina – vida que existiu antes que fossem feitos os mundos.” The Signs of the Times, 17 de junho de 1897, p. 5.
8. Desde os Dias da Eternidade. “Desde os dias da eternidade, o Senhor Jesus Cristo era um com o Pai; era ‘a imagem de Deus’, a imagem de Sua grandeza e majestade, ‘o resplendor de Sua glória’. O Desejado de Todas as Nações, p. 19.
9. Antes Que os Anjos Fossem Criados. “Ele era um com o Pai antes que os anjos fossem criados.” —The Spirit of Prophecy, vol. 1, p. 17.
10. Esteve Com Deus Desde Toda a Eternidade. “Cristo era Deus em essência, e isso no mais alto sentido. Esteve com Deus desde toda a eternidade, Deus sobre todos, bendito eternamente.” The Review and Herald, 5 de abril de 1906, p. 8.
11. Cristo a Eterna Presença. “O nome de Deus, dado a Moisés para exprimir a ideia da presença eterna, fora reclamado como Seu pelo Rabi da Galiléia. Declara-Se Aquele que tem existência própria, Aquele que fora prometido a Israel, ‘cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade’ (Mq 5:2, margem).” O Desejado de Todas as Nações, pp. pp. 469, 470.
12. Igual ao Pai Desde o Princípio. “Nela [na Palavra de Deus] podemos aprender quanto custou nossa redenção Àquele que, desde o princípio, era igual ao Pai.” Conselhos aos Pais, Professores e Estu- dantes, p. 13.
III. Três Pessoas na Divindade
1. Três Pessoas no Trio Celestial. “Há três pessoas vivas pertencentes à Trindade celeste; em nome destes três grandes poderes – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – os que recebem a Cristo por fé viva são batizados, e esses poderes colaborarão com os súditos obedientes do Céu em seus esforços para viver a nova vida em Cristo.” Evangelismo, p. 615.
2. Trindade Unida na Redenção. “A Divindade moveu-Se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o plano da redenção.” Conselhos Sobre Saúde, p. 222.
3. Três Grandes Poderes do Céu. “Os que proclamam a mensagem do terceiro anjo precisam revestir-se de toda a armadura de Deus, a fim de que possam ousadamente permanecer em seus postos, em face de difamações e falsidades, combatendo o bom combate da fé, resistindo ao inimigo com a palavra: ‘Está escrito.’ Mantenham-vos em lugar em que os três grandes poderes do Céu – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – possam ser sua eficiência. Esses poderes atuam com aquele que sem reservas se entrega a Deus. O poder do Céu está à disposição dos crentes filhos de Deus. O homem que depõe em Deus sua confiança acha-se protegido por uma muralha inexpugnável.” The Southern Watchman, 23 de fevereiro de 1904, p. 122.
4. Cooperação de Três Imperativos. “Nossa santificação é obra do Pai, do filho e do Espírito Santo. É o cumprimento da aliança que Deus fez com os que se unem para estar em santa comunhão com Ele, com Seu Filho e com Seu Espírito. Vocês nasceram de novo? Tornaram-se novas criaturas em Cristo Jesus? Então, cooperem com os três grandes poderes do Céu que estão atuando em seu favor. Fazendo isso, vocês revelarão ao mundo os princípios da justiça.” The Signs of the Times, 19 de junho de 1901.
5. Três Dignitários Eternos. “Os eternos dignatários celestes: Deus Cristo e o Espírito Santo, munindo-os [os discípulos] de energia sobre-humana, […] avançariam com eles para a obra e convenceriam do pecado o mundo.” Evangelismo, p. 616.
6. Os Três Poderes Mais Altos. “Cumpre-nos cooperar com os três poderes mais altos no Céu – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – e esses poderes atuarão por meio de nós, tornando-nos coobreiros de Deus.” Ibid., p. 617.
7. O Nome Tríplice. “Os que, ao iniciarem a carreira cristã, são batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo declaram publicamente que renunciaram ao serviço de Satanás, e se tornaram membros da família real, filhos do celeste Rei.” Testimonies for the Church, vol. 6, p. 91.