Lições de Daniel 11 e 12

Ekkehardt Mueller

Ekkehardt Mueller

Retired, Associate Director of the Biblical Research Institute

Algumas pessoas se preocupam apenas com elas mesmas. Elas não estão interessadas no futuro da raça humana, no futuro do povo de Deus, ou até mesmo no futuro de seus filhos ou netos. Outras se preocupam profundamente. Daniel pertencia à segunda categoria, e Deus lhe revelou grandes porções do plano da salvação e o destino da comunidade de fé.

I. Vista Geral de Daniel 11-12

1. A Estrutura Ampla da Visão em Daniel 10-12

Os capítulos 10-12 do livro de Daniel contêm a seguinte extensa estrutura, que mais tarde será dividida em unidades menores:

  • Prólogo à última visão de Daniel (Dn 10:1-11:1).

  • A visão dos reinos (Dn 11:2-12:4).

  • Epílogo à última visão de todo o livro (Dn 12:5-13.

Em nosso estudo anterior a ênfase estava sobre a introdução à visão dos reinos (Dn 10). Agora o foco estará nos capítulos 11 e 12, a própria visão e o epílogo.

Daniel como pessoa aparece cinco vezes em Daniel 10 e três vezes em Daniel 12. Porém, outros personagens mais importantes também aparecem nos dois capítulos – o homem vestido de linho e Miguel. Embora no início Miguel esteja envolvido num lugar limitado geograficamente (Dn 10), no final Ele está envolvido num drama de dimensões universais (Dn 12).

2. Um Cenário Cósmico

Todas as visões principais na parte precedente do livro de Daniel têm alguma referência com o mundo celestial. Em Daniel 2 o reino de Deus foi completamente estabelecido na terra com a queda da pedra vinda do céu, que se tornou um monte todo abarcante. No capítulo 7 foi retratado um julgamento celestial antes que os santos recebessem participação no reino de Deus no fim do tempo. Em Daniel 8 o santuário celestial foi apresentado quando estava sendo atacado pelo chifre pequeno. A última visão de Daniel difere na medida em que um conflito cósmico aparece justamente no início (Dn 10) e chega a seu clímax em Daniel 12. Isto é importante porque precisamos ver o grande quadro separado dos detalhes.

3. A Estrutura de Tempo da Visão

Quais elementos de tempo aparecem nesta visão?

  • Daniel 11:2 claramente inicia nos tempos Persas e continua até o império Grego.

  • A visão nos informa especificamente sobre vários elementos de tempo. Ela avança desde “o tempo apontado” (Dn 11:27, 29) até “o tempo do fim” (Dn 11:35, 40; 12:4, 9), “o tempo de angústia” (Dn 12:1, NVI), e ao “tempo” de livramento (Dn 12:1) que está associado com a ressurreição (Dn 12:2-3) e no epílogo é chamado de “o fim” (Dan 12:13).

  • Elementos de tempo específico ocorrem no epílogo. Estes são longos períodos proféticos de três tempos e meio (Dn 12:7), 1.290 dias proféticos (Dn 12:11), e 1.335 dias proféticos (Dn 12:12). Por que esta estrutura de tempo é extremamente importante?

  • Ela nos ajuda a entender a visão quando esta avança desde cerca do ano 535 AC até o estabelecimento do reino da glória de Deus na segunda vinda de Cristo.

  • Ela também nos encoraja a nos concentrar especificamente no final deste período.

4. Elementos Literais e Simbólicos

Os elementos de Daniel 11 iniciam com uma referência a reis, reinos, e políticos em linguagem literal. A Pérsia não é um urso ou um carneiro como nas visões anteriores, mas é descrita como um reino com reis. Inicialmente, os reis do norte representam os Selêucidas e os reis do sul os governantes Ptolomáicos. Porém mais tarde o rei do norte e o rei do sul se tornam entidades simbólicas, como o fazem Edom, Moabe e Amonitas. Isto não é incomum, visto que uma mistura de descrições literais e simbólicas também é encontrada em outras partes da Escritura (e.g., as sete igrejas no livro de Apocalipse). Visto que os Selêucidas e os Ptolomeus desapareceram na história, o aparecimento do rei do sul e do rei do norte no tempo do fim deve ser entendido simbolicamente, num tempo quando uma ampliação global da visão se desenvolve e uma estrutura geográfica estreita está sendo abandonada.

5. A Dimensão Religiosa

Diferente da imagem de muitos metais em Daniel 2, que se referem a entidades políticas apenas, Daniel 11 também contém uma dimensão religiosa. Os personagens que aparecem nesta visão não são apenas reis, mas obviamente também líderes religiosos, o Messias e o Deus dos deuses (Dn 11:36).

Onde tal dimensão vem à tona?

  • Na introdução à visão (Dn 10) e especialmente na batalha por trás do cenário.

  • No epílogo do livro. Por exemplo, ocorre o “povo santo” (Dn 12:7) e é prometida a ressurreição a Daniel (Dn 12:13)

  • Na visão em si:

    • Seus deuses—paganismo (Dn 11:8).

    • A terra formosa—Palestina e o povo de Deus (Dn 11:16, 41).

    • O príncipe do concerto—Jesus (Dn 11:22)

    • O santuário e o diário—ministério celestial de Jesus (Dn 11:31).

    • Perseguição do povo de Deus (Dn 11:32-35).

    • A auto exaltação e a blasfêmia contra Deus (Dn 11:36, 37).

    • Confiança no deus das fortalezas e num deus estrangeiro (Dn 11:38-39, NVI).

    • Monte santo—ataque contra Deus e Seu povo (Dn 11:45).

    • Resgate daqueles que estão escritos no livro de Miguel (Dn 12:1).

    • Ressurreição dos mortos (Dn 12:2, 3).

    • Selamento do livro de Daniel e entendimento posterior de suas profecias (Dn 12:4).

6. Conexões com Outras

As visões de Daniel 11 o tornam o capítulo mais difícil em Daniel e tem sido interpretado diferentemente. É importante para entender o grande quadro, mesmo embora não sejamos capazes de explicar todos os detalhes satisfatoriamente. Entretanto, paralelos para esclarecer capítulos nos ajudam a interpretar este capítulo.

Este diagrama sugere que os mesmos impérios são encontrados no capítulo 11 que também ocorrem nos capítulos 7 e 8, e também em Daniel 2, embora o último não esteja demonstrado aqui. No capítulo 11 estes impérios são descritos com mais detalhes do que em outras visões, mas quando o próximo reino aparece, o anterior não é mais considerado. Os termos ou frases em itálico estão quer usando o mesmo vocabulário ou os mesmos conceitos.

Daniel 7

Daniel 8 e 9

Daniel 11-12

Período

Urso (7:5)

Medo-Pérsia (carneiro, 8:3-4, 20)

Reis da Pérsia (11:2)

Pérsia

Leopardo (7:6)

  • Quatro asas e quatro cabeças (7:6)

Grécia (bode; 8:5-7, 21)

  • Chifre grande (8:5, 21)

  • Quatro chifres (8:8, 2)

Grécia (11:3)

  • Rei poderoso (11:3)

  • Quatro partes (11:4)

Grécia

Animal terrível (7:7)

Chifre pequeno (primeira fase, 8:9)

  • Terra formosa (8:9)

  • Messias o Príncipe (9:25)

Invasor e outros governantes (11:16-21)

  • Terra formosa (11:16)

  • Príncipe do concerto (11:22)

Roma

Chifre pequeno (7:8)

Mudanças do tempo e lei (7:25)
Perseguição (7:25)
Auto exaltação (7:8, 25)
três tempos e meio (7:25)

Chifre pequeno (segundo fase, 8:9)

O diário (8:11)
Abominação da desolação (9:27)
Perseguição (8:10, 24)
Auto exaltação (8:10, 25)
2.300 tardes e manhãs (8:14)

Governador/Rei do norte (11:29)

O diário (11:31)
Abominação da desolação (11:31)
Perseguição (11:32-35)
Auto exaltação (11:36-39)
três tempos e meio, 1.290 dias, e 1.335 dias (12:7, 11, 12)

Papado

O Filho do Homem (7:13)

Tempo do Fim (8:17)

Príncipe dos príncipes (8:25)

Tempo do Fim (11:40)

Miguel (12:1)

Tempo do fim

Reino de Deus (7:14, 27)

Ressurreição (12:2-3, 13)

O Fim

II. A Discussão de Daniel 11-12

1. O Império Persa

11:2-3

Quando Daniel recebeu a visão, o monarca reinante era Ciro (Dn 10:1). Os três próximos reis foram Cambises (530-522 AC), o falso Esmerdis (522 AC), e Dario I (522-486 AC). O quarto rei foi Xerxes (486-465 AC). Ele é o Assuero do livro de Ester. Apesar de sua vasta marinha e exército, ele perdeu as batalhas de Salamis (480 AC) e Plataea (479 AC) contra os Gregos. O fim do Império Persa veio através dos Gregos sob o comando de Alexandre o Grande, que conquistou a Pérsia cerca de 150 anos mais tarde.

2. O Império Grego

11:4-15

O rei poderoso representa Alexandre o Grande. Ele morreu prematuramente em 323 BC com cerca de trinta e dois anos de idade. Seu reino se dividiu em quatro partes, os reinos Helenísticos (veja o paralelo em Daniel 8:8). Dois destes quatro são descritos com detalhes como o rei do norte e o rei do sul (Dn 8:5-15). Os Judeus foram colocá-los entre estes dois poderes, tiveram que sofrer as consequências da guerra e tiveram que lidar com a desafiadora submissão à autoridade respectiva. Os dois reinos eram aqueles dos Selêucidas na Síria e os Ptolomeus no Egito.

3. O Império Romano

11:16ff

Uma mudança parece ocorrer no Império Romano com a chegada do “invasor” no verso 16. A terra formosa (veja Dn 8:9) deve ser entendida como a Palestina aqui e mais tarde no verso 41 de uma maneira simbólica como o povo de Deus. Os versos 17-19 podem indicar Júlio César e seu relacionamento com Cleópatra. Ele morreu em 44 AC e foi substituído por César Augusto que fez um recenseamento de todo o império e arrecadou um imposto de todos os povos. Foi durante o reinado de Augusto que Jesus nasceu em Belém (Lc 1:1-7) porque o censo afetou José e Maria. Augusto morreu em 14 AD depois de mais de quarenta anos de reinado. O “ser desprezível” (NVI) deve ter sido o imperador Tibério (14-37 AD), filho adotivo de Augusto. Ele também é mencionado em Lucas 3:1. Durante o governo dele Jesus, o príncipe do concerto (nagid; Dn 11:22, veja também 9:25-26), foi crucificado.

4. O Papado

11:31-39

Quais são os assuntos principais tratados nesta seção?

  • Um ataque sobre o ministério do santuário celestial (Dn 11:31).

  • Perseguição do verdadeiro povo de Deus (Dn 11:32-35).

  • Auto-exaltação e blasfêmia contra Deus (Dn 11:36-39).

O diário já havia sido encontrado em 8:11. Ele descreve o ministério sacerdotal de Cristo no céu, que é atacado pelo ministério sacerdotal substituto do chifre pequeno. A perseguição inclui o Martírio, porém ainda tem o efeito de purificar o povo de Deus. A abominação da desolação aponta para a profanação do santuário através de um sistema religioso falso, consistindo de doutrinas e práticas não bíblicas. O paralelo em Daniel 7 contém os elementos mencionados acima, mas em vez de falar sobre a abominação da desolação menciona mudanças no tempo e na lei, obviamente a lei divina (Dan 7:25).

5. O Tempo do Fim

11:40-45

O tempo do fim está associado com os três tempos e meio em Daniel 12:4-10. Os três tempos e meio já ocorreram em Daniel 7:25. Ele foi o tempo do domínio do papado, que chegou a um fim preliminar em 1798 AD quando o papa foi aprisionado e exilado. O tempo do fim começaria depois de 1798 AD.

Os eventos descritos aqui ainda estão em operação e são explicados com maiores detalhes no Apocalipse.

O que Daniel 11:40-45 descreve?

  • Uma batalha entre o rei do norte e o rei do sul. Os dois poderes são simbolicamente o poder religioso da Babilônia do tempo do fim - Babilônia invadiu Israel pelo norte—e o ateísmo e o secularismo como simbolizados pelo Egito, o rei do sul (Dn 11:40). O Egito simbólico, um poder ateístico, será totalmente derrotado por Babilônia, um poder religioso (Dn 11:42, 43). No Apocalipse Babilônia é um equivalente da trindade satânica (Ap 12, 13). Esta vitória de Babilônia imita o poder da vitória de Deus sobre o Faraó durante o Êxodo. Entretanto, Babilônia não é um poder divino, mas um poder anticristão, consistindo do papado, do Protestantismo apostatado e do espiritismo em suas várias formas. Agora Babilônia estará unificada.

  • Um ataque contra a terra formosa, perseguição e engano do povo de Deus (Dn 11:41). Agora alguns povos serão resgatados (veja Is 16:1-5).

  • A chegada de notícias ameaçadoras para o rei do norte vindas do leste e do norte (Dn 11:44). Esta é a direção de onde Deus e o Messias estão vindo (e.g., Ap 16:12). As notícias podem anunciar a queda de Babilônia (Ap 14:6-12; 18:1, 2); veja Sl 99:9), o lugar da habitação de Deus, é uma luta direta contra Deus. Ele findará com uma derrota completa do rei do norte (Dn 11:45).

6. A Intervenção de Miguel

12:1-4

Neste tempo extremamente difícil no fim da história humana, o povo de Deus experimenta a intervenção de Miguel (Dn 11:1), o grande príncipe (sar, veja Dn 8:11; 10:21). Ele se levanta, o que significa que Ele assume o reinado. Jesus resgatará todos aqueles escritos no livro (Dn 11:1), obviamente o livro da vida (Ap 21:27). A ressurreição é prometida nos versos 2, 3.

O que sabemos sobre a ressurreição dos mortos na Escritura?

  • Jesus ressuscitou dos mortos. Ele é o “primogênito dentre os mortos” (Cl 1:18, NVI). Todas as ressurreições, tanto do passado como do futuro, dependem dEle.

  • A primeira ressurreição é a ressurreição geral de todos os crentes na segunda vinda de Cristo (Jo 5:29; 1Co 15; Ap 20:4, 5b, 6).

  • A ressurreição dos inimigos de Cristo ocorrerá mil anos mais (Ap 20:5a).

  • Em Daniel 12:2, 3 uma ressurreição especial é mencionada que acontecerá antes e contudo em conjunção com a Segunda Vinda. Ela inclui um grupo limitado de crentes e oponentes de Cristo—i.e., aqueles que crucificaram Jesus e foram Seus piores inimigos. Esta ressurreição especial também é mencionada em Apocalipse1:7.

  • A ressurreição também está implícita em Daniel 12:1.

  • O Velho Testamento não fala muito sobre a ressurreição dos mortos, em contraste com o Novo Testamento. Mas o livro de Daniel mantém claramente a esperança de uma ressurreição futura exatamente no final da história humana.

O selamento de partes do livro de Daniel (Dn 12:4, 9) e seu entendimento posterior (Dn 12:10) foi cumprido no século dezenove quando as profecias, especialmente profecias de tempo de Daniel, foram compreendidas.

12:5-13

Aqui a pergunta “Até quando?” (NVI) surge novamente (Dn 8:13). Esta pergunta se refere à visão de Daniel 11 e requer mais informação a respeito dos espaços de tempo envolvidos. O homem vestido de linho deve ser a mesma pessoa que aparece na introdução à última visão (Dn 10:5-6). Temos identificado esta pessoa como sendo Jesus (veja também Ap 10:1-7). Este requerimento é garantido. São dados três períodos de tempo:

  • Três tempos e meio (veja Dn 7:25; Ap 11:2, 3; 12:6, 14; 13:5), durando de 538 a 1798 AD.1

  • 1.290 dias, durando desde 508 a 1798 AD. Eles começam com a conversão de Clóvis, rei dos Francos e vai até o Catolicismo Romano, através do qual o poder religioso foi unido ao poder civil. Ironicamente, os Francos ajudaram o papado a progredir como um poder perseguidor e enganador, e foi a França que em 1798 AD soprou uma rajada de vento decisiva contra o papado.

  • 1.335 dias, durando desde 508 a 1843 AD. Isto nos traz à pregação da mensagem do primeiro anjo (Ap 14: 7) e o movimento do Advento, bem como ao fim da profecia das 2.300 tardes de manhãs. Não existe apenas grande angústia relacionada ao tempo do fim, mas também uma grande bênção para aqueles que vivem nesse tempo.

III. Aplicação

Daniel 11 e 12 são ricos em teologia e em mensagens encorajadoras:

  • Deus conhece o futuro. Ele conhece todos os detalhes. Ele conhece Seu povo, e nos conhece pessoalmente. Ele cuida de nós; somos preciosos para Ele. Através de Miguel Ele nos resgatará de todas as tribulações e angústias, da cova de leões e das fornalhas ardentes.

  • O livro de Daniel pode ser mais completamente entendido no tempo do fim. Hoje, embora não possamos entender todos os detalhes de Daniel 11, entendemos as profecias de tempo de Daniel e o livro como um todo. Isso significa que vivemos no tempo do fim e estamos esperando a segunda vinda de Jesus.

  • Novamente encontramos nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Nós O encontramos na pessoa do homem vestido de linho (Dn 10; 12). Nós O encontramos como Miguel, o príncipe (sar) também em Daniel 10 e 12. Nós O encontramos como o príncipe (nagid) do concerto, que foi crucificado sob os Romanos a fim de que Ele pudesse nos salvar. Maravilhosamente, o livro de Daniel está repleto de Jesus, embora ele seja um documento do Velho Testamento. Ele é vitorioso sobre todos os poderes das trevas. Ele aparece em:

    • Daniel 2 como a pedra.

    • Daniel 3 como o Filho de Deus.

    • Daniel 7 como o Filho do Homem

    • Daniel 8 como o príncipe do exército e o Príncipe dos Príncipes.

    • Daniel 9 como o Príncipe Messias.

    • Daniel 10 como o homem vestido de linho e Miguel nosso príncipe.

    • Daniel 11 como o príncipe do concerto.

    • Daniel 12 como Miguel e como o homem vestido de linho.

Em gratidão nós O reconhecemos como nosso Senhor e O louvamos. Contemplando a Jesus, não podemos apenas ama-Lo.

  • Temos a maravilhosa esperança da ressurreição. Nossa vida aqui e agora é apenas um prelúdio para a vida eterna. Deus tem um reino eterno (Dn 4:3). O Altíssimo tem um domínio eterno (Dn 4:34; 6 7:27); do mesmo modo Jesus os tem (Dn 7:14). E os santos participarão de eles (Dn 7:27). Jesus trouxe justiça eterna (Dn 9:24) e vida eterna (Dn 12:2-3). Ele garantiu a ressurreição. Portanto, não precisamos ficar apreensivos. Mesmo se morrermos, a promessa feita a Daniel também é feita a nós— que repousaremos até a ressurreição. Ela é repetida em Apocalipse 14:13: “Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. ‘Realmente bem-aventurados,’ diz o Espírito, ‘para que eles possam descansar de seus labores, pois suas obras os seguem!”


  1. Veja Heinz Schaidinger, Historical Confirmation of Prophetic Periods, Biblical Research Institute Releases 7 (Silver Spring, MD: Biblical Research Institute, 2010).

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