Lições de Daniel 2

Ekkehardt Mueller

Ekkehardt Mueller

Retired, Associate Director of the Biblical Research Institute

Você está interessado no futuro? Daniel 2 é um dos capítulos mais bem conhecidos na Escritura que trata com os acontecimentos futuros. Ele contém uma profecia surpreendente, que se estende desde o tempo de Daniel até o fim deste mundo.

Discussão do Capítulo

A. O sonho do rei não pode ser interpretado

1. Verso 1—Durante seu reinado como rei do Império Babilônico, Nabucodonosor recebe uma revelação especial de Deus.

2. Verso 2—Daniel e seus companheiros não são convidados com os sábios para interpretarem o sonho.

3. Versos 3-12Como o rei se diferencia dos sábios?

O rei:

  • Ele não lhes conta o sonho.

  • Ele está apreensivo e desconfiado de receber uma interpretação falsa.

  • Por um lado ele os pressiona, por outro ele oferece honra e presentes.

  • Sua desconfiança aumenta.

Ele sucumbe à ira e promulga um decreto de morte.

Os sábios:

  • Eles exigem conhecer o sonho.

  • Eles demonstram apenas sabedoria humana e uma interpretação aparentemente arbitrária.

  • Eles fazem uma segunda exigência para o sonho ser contado, expondo sua insegurança e artifício.

  • Eles se recusam a satisfazer o pedido do rei argumentando que é humanamente impossível fazê-lo.

4. Verso 13—Embora não estejam presentes, Daniel e seus companheiros são afetados pelo decreto do rei.

5. Versos 14, 15—Daniel obtém mais informação.

6. Verso 16Por que o rei aceitou o pedido de Daniel de tempo adicional quando ele havia negado o pedido dos sábios no verso 8?

  • O rei ainda estava perturbado com o sonho e pode ter ficado feliz com outra interpretação.

  • Daniel não estava com os outros sábios quando o rei pediu pela primeira vez uma interpretação. Possivelmente, o rei considerou oportuno permitir que Daniel tentasse.

  • Os sábios exigiram conhecer os detalhes do sonho. Daniel pediu apenas tempo e não os detalhes.

  • Deus está envolvido por trás das situações.

B. A oração e sua resposta

1. Versos 17-23O que aprendemos sobre a vida devocional de Daniel, especialmente sua vida de oração (veja também Dn 6 e 9)?

  • Daniel aborda Deus em busca de ajuda. Ele confia em Deus. Portanto, não existe necessidade para ele lamentar e se queixar.

  • Ele tem um período de oração com os seus companheiros.

  • Ele não se esquece de expressar sua gratidão. Ele louva a Deus.

  • Daniel está intensa e diariamente envolvido em oração.

  • Ele até mesmo arrisca sua vida por causa do seu desejo de buscar a Deus em oração regularmente.

O que Daniel conhecia a respeito de Deus?

  • Deus é onipotente e onisciente.

  • Deus é o Senhor da história.

  • Deus está associado com luz (e.g., Jo 8:12).

Daniel se considera ser um servo e mordomo. Ele permanece humilde.

C. Daniel diante do rei

1. Versos 24-30O que pode ser deduzido dos versos 24-30 sobre o caráter e filosofia da vida de Daniel?

  • Daniel não cuida apenas de si mesmo. Ele tenta ajudar os sábios e seus companheiros também. Ele apoia a afirmação dos sábios nos versos 10 e 11.

  • Ele aponta para o Deus verdadeiro e é uma testemunha de Deus embora estivesse envolvido com o governante do império mundial Babilônico (veja também v. 37).

  • Isto exige fé e coragem.

  • Daniel não se vangloria mas se considera uma ferramenta na mão de Deus.

Daniel se tornou “homem de Deus” por causa de sua vida de oração e sua determinação de não se comprometer, mas permanecer fiel à vontade de Deus. Este comprometimento lhe permitiu ter experiências magníficas com Deus.

2. Verso 29—O sonho de Nabucodonosor é sobre o futuro.

D. O sonho

1. Versos 31-35—Estes versos contêm um registro do sonho. Mesmo sem os detalhes, pode ser observado que as coisas terrenas são transitórias e não duradouras.

E. A interpretação do sonho

1. Versos 36-45Qual é a estrutura de tempo do sonho?

  • Ela inicia com o reino de Nabucodonosor.

  • Ela termina com o reino de Deus.

O sonho descreve a história mundial desde o tempo Babilônico até o fim do mundo. A imagem consistindo de metais diferentes representa reinos/impérios terrestres.

Ouro

Babilônia (606-539 AC)

Prata

Medo-Pérsia (539-331 AC)

Bronze

Grécia (331-168 AC)

Ferro

Roma (168 AC-AD 476)

Ferro e barro

Impérios da Europa Ocidental (476 AD –até o fim do mundo)

Alguns povos representados pelo ferro e barro têm sido identificados como sendo as seguintes nações:

Alamanos

Alemanha

Anglo-Saxões

Grã Bretanha

Burgúndios

Suíça

Francos

França

Hérulos

destruídos

Lombardos

Itália

Ostrogodos

destruídos

Suevos

Portugal

Vândalos

destruídos

Visigodos

Espanha

A última parte do sonho, que lida com a pedra, é descrita com grandes detalhes.

Que declarações são feitas sobre a mistura de ferro e barro?

  • Ela é um reino dividido, e não mais um império mundial.

  • Ele ainda possui um pouco da dureza do ferro. Em alguma extensão Roma continua a viver nas nações subsequentes.

  • Todas as tentativas para unificar estas nações falharam. Casamentos de governantes Europeus entre as famílias reais não funcionaram. Tentativas para unificar a Europa sob Carlos o Grande (oitavo século), Carlos V (décimo sexto século), Luis XIV (décimo sétimo e décimo oitavo séculos), Napoleão (décimo nono século), Imperador Wilhelm II (vigésimo século), e Hitler (vigésimo século) não foram bem sucedidos. Hoje a União Europeia luta para sobreviver.

O clímax da profecia é a pedra. No Velho e Novo Testamentos a pedra é uma figura para representar Deus/Jesus (2Sm 22:2; 1Pe 2:4-8; Mt 21:42, 44). Nosso destino depende de como nos relacionamos com Jesus Cristo. Ele retornará em breve e estabelecerá Seu reino indestrutível e eterno (Ap 11:15).

F. Reações do rei e de Daniel

1. Versos 46-49—Por causa da fidelidade e confiança no Senhor por parte de Daniel, Nabucodonosor demonstra consideração ao Deus verdadeiro. Daniel novamente cuida dos seus companheiros.

II. Aplicação

  • Nós não compreendemos plenamente a história mundial. Não vemos aquilo que acontece por trás das situações. Somos tentados a considerar a história como uma iniciativa puramente humana na qual Deus não está envolvido.

  • Contudo a história tem um alvo e está se movendo em direção à Segunda Vinda de Cristo e o estabelecimento do Seu reino.

  • Deus está envolvido na história humana. Embora os humanos tomem suas decisões livremente, Deus ainda segue Seus planos.

  • Como Deus guia a história humana, Ele está desejando guiar minha história e vida pessoais e traze-las a um bom termo.

Conclusão

Porque Deus é o Senhor da história entreguemos nossas vidas a Ele. Confiemos nEle, e olhemos para diante para um futuro maravilhoso.