
George W. Reid
BRI (retired)
Pano de fundo da questão:
Desde seus anos mais primitivos os Adventistas do Sétimo Dia têm discutido se os membros da igreja devem participar de planos de seguro para a proteção contra perda, com atenção especial sendo dada ao seguro de vida. Embora a denominação como um todo não tenha tomado uma posição oficial, muito menos fazendo disso uma prova de comunhão, muitos membros da igreja sentiram que ela desencorajava ou não aprovava a compra de apólices de seguro de vida considerando-a como incompatível com a espécie de confiança na providência de Deus que distingue o Cristão dedicado. Frequentemente ministros incluíam testemunho contra seguro de vida em suas apresentações públicas e encorajavam os crentes, idosos e novos, a não continuarem com as apólices.
Muitos Adventistas primitivos, embora reconhecendo que a Bíblia não trata de forma direta o assunto do seguro, advertiam que nenhum tipo de seguro devia ser adquirido pelos Cristãos. Por exemplo, em 1860 Roswell F. Cottrell, preeminente autor e líder, citou estes textos Bíblicos em apoio à sua posição:
“Aquele que odeia a fiança está seguro” (Pv 11:15). “Esteja separado e não toque o impuro” (2Co 6:17). “Eu não me assentei com pessoas vãs... Eu tenho odiado a congregação dos malfeitores; e não me assentarei com o ímpio” (Sl 26:4, 5). “Não ponha sua confiança nos príncipes, nem no filho do homem, em quem não existe ajuda” (Sl 146:3). “Ele os livrará do ímpio, e os salvará, porque eles confiam nele” (Sl 37:39, 40). “Bem-aventurado é o homem que confia em ti” (Sl 84:12). (Review & Herald, 16:3 [5 de Junho de 1860], p. 20)
Embora concordando com a posição geral de Cottrell, James White tinha reservas a respeito aplicabilidade dos textos e expressou sua preocupação a respeito das consequências, escrevendo:
Quanto ao Seguro, dizemos, no vol. XV, nº 23, “A respeito do seguro não temos nada a argumentar agora. Não fizemos seguro de nossos edifícios e se a igreja concordar e fiar a propriedade do Escritório sem seguro, estaremos satisfeitos.” Portanto “as fortes razões” do irmão R. F. C. não constituem um lado da questão principal em discussão. Porém esperamos que todos considerem cuidadosamente seus textos prova e suas ligações, e vejam por si mesmos o significado do testemunho direto contra o Seguro. A confiança permanecerá. (Review & Herald, 16:3 [5 de Junho de 1860], p. 20)
Enquanto as primeiras discussão entre os líderes Adventistas tratavam de seguro como um todo, os riscos envolvidos, com o tempo os levaram a aceitar o princípio de propriedade assegurada contra fogo, tempestade e roubo. A mudança de atitude se desenvolveu especialmente ao redor do ano 1860, e ao mesmo tempo a igreja foi aceitando a incorporação legal como um meio de defender as propriedades mantidas por ela. Nesse período o risco de fogo era especialmente ameaçador, pois o aquecimento era fornecido por carvão ou estufas de lenha e as lâmpadas frequentemente usavam óleo.
A aceitação da Sra. White da proteção da propriedade pelo seguro é ilustrada por suas cartas. Em 1880 ela escreveu para seu filho, W. C. White: “Desejo que você se certifique que a casa em Healdsburg esteja segurada. Fale com a Lucinda sobre isso. Fico ansiosa a respeito de ela” – Carta 17, 1880. Quatro anos mais tarde ela escreveu: “O irmão Palmer disse que escreveu para você a respeito do seguro. Se a casa não estiver segurada, ela deve ser posta no seguro imediatamente.” – Carta 40, 1884. Tal conselho estava em harmonia com suas instruções frequentemente repetidas que todo passo razoável deve ser dado para salvaguardar a propriedade. Enquanto ela ainda estava viva, seu filho, W. C. White, respondeu a uma pergunta a respeito do seguro contra fogo, escrevendo:
Nós não encontramos nos escritos da Mamãe qualquer condenação da prática de fazer seguro de nossa propriedade contra fogo. Mamãe sempre tem considerado isto muito diferente do seguro de vida. Ela mantém suas próprias construções apropriadamente seguradas, e tem encorajado algumas de nossas instituições a fazerem o mesmo. (Carta, W. C. White, 5 de Agosto de 1912)
Ellen White e Seguro de Vida
O seguro de vida, entretanto, era visto sob uma luz diferente. Na maior parte aqueles que assumiam uma posição contra o seguro de vida agiam desse modo em resposta às declarações feitas por Ellen G. White, que iniciam com seu artigo de duas páginas, “Seguro de Vida”, publicado primeiramente em 1867 no Testemunho Nº 12. Por ser a discussão mais antiga e mais extensa sobre o assunto, ele é aqui reproduzido na íntegra:
Foi-me mostrado que os adventistas observadores do sábado não devem meter-se em seguros de vida. Isto é um comércio com o mundo, que o Senhor não aprova. Os que se empenham nisso se estão unindo ao mundo, ao passo que Deus chama Seu povo a sair dentre eles, e a ser separado. Disse o anjo: “Cristo os comprou pelo sacrifício de Sua vida. Quê! ‘não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus’ 1Co 6:19, 20. ‘Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a vossa vida, Se manifestar, então também vós vos manifestareis com Ele em glória’” Cl 3:3, 4. Eis o único seguro de vida sancionada pelo Céu.
O seguro de vida é um método mundano que leva nossos irmãos a nele se meterem a fim de se apartarem da simplicidade e pureza do evangelho. Todo afastamento assim enfraquecerá nossa fé e diminuirá nossa espiritualidade. Disse o anjo: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis a virtude daquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” 1Pe 2:9. Como um povo, somos do Senhor em sentido especial. Cristo nos comprou. Anjos magníficos em poder nos rodeiam. Nem um passarinho cai ao solo sem o conhecimento de nosso Pai celestial. Mesmo os cabelos de nossa cabeça estão contados. Deus tomou providências em favor de Seu povo. Tem por eles especial cuidado, e eles não devem desconfiar de Sua providência, metendo-se em um plano juntamente com o mundo.
É desígnio de Deus que conservemos em singeleza e santidade nosso caráter peculiar, como um povo. Os que se ligam a esse método mundano, depositam meios que pertencem a Deus, que Ele lhes confiou para que empreguem em Sua causa, para promover a divulgação de Sua obra. Poucos, porém, obterão quaisquer lucros do seguro de vida, e sem a bênção de Deus mesmo esses se demonstrarão. Aqueles a quem Deus fez mordomos Seus, não têm direito de colocar nas fileiras do inimigo os recursos que Ele lhes confiou para usar em Sua causa.
Satanás está constantemente apresentando engodos ao povo escolhido de Deus, a fim de desviar- lhes o espírito da solene obra de preparo para as cenas futuras, precisamente diante de nós. Ele é, em todo o sentido da palavra, um enganador, um hábil encantador. Reveste seu planos e ardis de coberturas de luz tomadas emprestadas do Céu. Tentou Eva a comer do fruto proibido, fazendo-a crer que isto seria para ela grandemente vantajoso. Satanás leva seus agentes a introduzirem várias invenções e patentes e outros empreendimentos, para que os adventistas guardadores do sábado que estão ansiosos de enriquecer, caiam em who are tentação, fiquem enredados, e se traspassem a si mesmos com muitas dores. Ele está inteiramente alerta, atarefadamente empenhado em levar o mundo cativo e, mediante a ação dos mundanos, mantém continuamente alguma aprazível armadilha para atrair os descuidados que professam crer na verdade, a se unirem com os mundanos. A concupiscência dos olhos, o desejo de excitação e de agradáveis entretenimentos, é uma tentação e laço para o povo de Deus. Satanás tem muitas redes finamente tecidas, perigosas, com a aparência de inocentes, mas com as quais se prepara habilmente para absorver o povo de Deus. Há aprazíveis espetáculos, diversões, palestras sobre frenologia, e uma infindável variedade de empreendimentos que surgem de contínuo, e são calculados a levar o povo de Deus a amar “o mundo” e as coisas “que nele há” 1Jo 2:15. Mediante esta união com o mundo, a fé se enfraquece, e os meios que deviam ser empregados na causa da verdade presente, são transferidos para as fileiras do inimigo. Por meio desses diferentes veículos, está Satanás drenando habilmente a bolsa do povo de Deus, e assim pesa sobre eles o desagrado do Senhor. (Testemunhos, vol. 1, pp. 549-551)
Uma leitura cuidadosa nos capacita a ver as cinco razões que a Sra. White deu para se opor ao seguro de vida.
Embaraça excessivamente os crentes com o mundo.
Encoraja um espírito mundano, secular contrário à sincera simplicidade do serviço Cristão.
Diminui o sentimento que a pessoa tem da providência de Deus.
Representa uma negação da verdadeira mordomia diante de Deus desviando Seus recursos financeiros para especulações financeiras arriscadas na esperança de ganho.
Manifesta ganância comparável à especulação nos direitos para patentes e invenções.
Partindo do raciocínio de Ellen G. White é claro que ela considerava a participação no seguro de vida uma ameaça para a experiência espiritual e defectível porque ele é uma especulação financeira.
Depois de seu artigo inicial de 1867, a Sra. White fez apenas referências ocasionais ao seguro de vida em seus escritos. Sua principal declaração posterior foi dirigida a N. D. Faulkhead, um obreiro preeminente na Austrália que, além de seu profundo envolvimento com uma Loja Massônica, também adquiriu uma apólice de seguro no valor de 200 libras. A Sra. White, ao recomendar que ele rompesse suas conexões com a loja, e, o aconselhou a suspender sua apólice de seguro de vida. Respondendo ao seu apelo, Faulkhead escreveu:
Também vi sabedoria em seu testemunho a respeito do seguro de vida. Possuo uma apólice em um dos escritórios da cidade, e com a ajuda de Deus resolverei isso também. (N. D. Faulkhead to Ellen G. White, 18 de Setembro de 1893)
A Irmã White lhe escreveu em resposta, dizendo:
Sua carta foi recebida e lida com profundo interesse. Sou muito grata a nosso gracioso Pai celestial que deu a você força através de Sua graça comunicada para rompesse sua ligação com a loja Massônica e se libertasse… Alegro-me também por que você se libertou da Apólice de Seguro…
A segurança do céu é a melhor apólice de seguro de vida que você possivelmente possa ter. O Senhor prometeu Sua proteção para este mundo, e no mundo por vir Ele prometeu nos dar vida imortal... (Carta 21, 8 de Outubro de 1893)
Várias referências subsequentes de Ellen G. White ao seguro de vida não refletem desenvolvimento adicional, mas são abundantemente usos metafóricos do termo “seguro de vida,” frequentemente relacionados à segurança encontrada em 2Pe 1:10, 11. Por exemplo, ela escreveu:
Ninguém precisa passar momentos sem sono considerando seu documento de seguro de vida. Seu título como herdeiro de Deus e sua união com Jesus Cristo [é] para uma herança incorruptível, imaculada e que não se desvanece. (MS 63, 1899)
Um exame das declarações de Ellen G. White nos leva à conclusão que o seguro de vida como era praticado durante seu tempo de vida, era contrário aos princípios Cristãos, tanto de um ponto de vista espiritual quanto como um bom mordomo dos bens do Senhor.
Práticas de Seguro de Vida no Final do Século 19
O período pós guerra civil foi um tempo de rápida expansão nos Estados Unidos da América e inovação tecnológica. Ele tem sido descrito acuradamente como uma era de oportunismo excessivo e especulação virtualmente não regulamentados pelo governo. Práticas monopolistas e industrialização estavam focadas no acúmulo de enormes fortunas pessoais quase intocadas por impostos. Os esquemas “fique-rico-rápido” eram a ordem do dia, geralmente terminando em perda para aqueles que investiam. Foi um tempo bem caracterizado pela famosa sátira de P. T. Barnum: “Aqui nasce um parasita a cada minuto.”
A jovem e inexperiente companhia de seguros estava completamente envolvida no espírito da época, um espírito imerso na essência do alto risco. Grupos de seguro descapitalizados, embora prometessem riqueza rápida, frequentemente entravam em colapso sem dar notícia, deixando suas apólices sem valor algum. O trato das companhias com seus clientes frequentemente era injusto e com muita frequência de natureza fraudulenta. A compra de apólices de seguro de vida em nome de pessoas completamente estranhas era recomendada ao público que era encorado a investir na esperança de lucrar com a morte do segurado.
O abuso de tal sistema levou o público a exigir regulamentação governamental. Leis regulatórias Estaduais e Federais, começando em 1906, foram designadas para limitar a fraude e requerer que as companhias de seguro seguissem práticas sólidas.
Hoje a companhia de seguro de vida, regulamentada com grande severidade pela lei e pelas agências do governo, difere de importantes maneiras daquela do final dos anos 1800. O conselho de Ellen G. White contra o investimento em seguro de vida deve ser entendido levando-se em conta o contexto das práticas de seus dias se desejarmos entender o significado de suas palavras apropriadamente.
Provisão Para Tempo de Necessidade
As Escrituras e os escritos de Ellen G. White elevam o nível da responsabilidade Cristã de proteger e prover para aqueles a quem amamos a uma ordem divina. Tanto na fé como na pratica a Bíblia designa a responsabilidade primordial de tal cuidado para com os nossos parentes mais próximos. Baseando-se na autoridade do quinto mandamento: “Honra a teu pai e tua mãe,” o apóstolo Paulo enfatiza a importância do princípio usando termos mais fortes. Ele escreveu:
“Mas se uma viúva tem filhos ou netos, que estes aprendam primeiramente a colocar sua religião em prática, cuidando de sua própria família e retribuindo o bem recebido de seus pais e avós, pois isso agrada a Deus. …
Se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente” 1Tm 5:4, 8 (NVI).
Jesus reforçou o mesmo princípio, referindo-Se a ele como o “mandamento de Deus” Mt 15:6.
Repetidamente a Sra. White enfatizou a importância de prover para as necessidades futuras. Exemplos de tal conselho inclui o seguinte:
Poderíeis ter hoje um capital para usar em caso de emergência e ajudar a causa de Deus, se tivésseis economizado como devíeis. Cada semana uma parte de vosso salário deve ser reservado (sic.) e de maneira alguma tocado (sic), salvo no caso de real necessidade para devolver ao Doador como oferta a Deus. ...
Os recursos que tendes conseguido não têm sido sábia e economicamente gastos, de maneira a deixar margem para, no caso de virdes a ficar doente, não ficar vossa família privada dos meios ... para o seu sustento. (Carta 5, 1877 [em O Lar Adventista, pp. 395, 396])
Tivessem você e sua esposa compreendido ser um dever que Deus lhes impôs negar seu gosto e desejos e fazer provisão para o futuro, em vez de viver para o presente, ... sua família teria os confortos da vida. (Testemunhos, vol. 2, pp. 432, 433)
Durante todo o seu tempo de vida a Sra. White encorajou como deveres Cristãos tais práticas como diligência, trabalho duro, exercício de previdência, e abnegação, frequentemente para tornar possível a benevolência generosa para a causa do Senhor. Ela encorajava a compra de bens de qualidade e cuidado com eles. Ela falou a favor de uma casa própria onde fosse possível e aprovou a acumulação de reservas razoáveis para uso em caso de necessidade. Ela pensava em tais reservas como estando disponíveis não apenas para as necessidades pessoais, mas também para a expansão da obra de Deus e para ajudar àqueles que não faziam parte da família que experimentavam necessidades. Ela via de modo favorável a aquisição de uma casa modesta mas confortável para a aposentadoria e falava do respeito próprio que resultaria de se ter feito provisão para o futuro (Testemunhos, vol. 7, pp. 291, 292).
Conclusão
Procurando entender os ensinos das Escrituras e dos escritos de Ellen G. White sobre seguro de vida, muitos Adventistas têm se concentrado nos conselhos da Sra. White contra o seguro para negligenciar seu testemunho que igualmente indica para seja feita provisão para as ocasiões de necessidade. O efeito tem sido privar os membros da igreja dos benefícios que esta espécie prudente de planejamento poderia prover.
A pergunta elementar é: Sob as condições de hoje, as apólices de seguro de vida oferecem um método para enfrentar as necessidades emergenciais que seja compatível com os princípios Cristãos? Elas poderiam ajudar a satisfazer as crises que surgem por incapacidade ou morte do assalariado que mantém a família sem enfraquecer sua fé ou comprometimento com a confiança na providência de Deus? Elas poderiam ajudar a cumprir uma responsabilidade divinamente ordenada de proteger os sobreviventes inocentes da tragédia em um mundo arriscado? Poderiam elas ajudar a preencher o vazio criado pela diminuição na vida real dos laços de família no mundo moderno, quando o individualismo aumenta e programas governamentais deslocam os antigos vínculos?
Uma comissão de estudo da Associação Geral e do Ellen G. White Estate conduziu um estudo completo sobre seguro de vida, resumido num relatório de 50 páginas publicado em 1957. Suas proposições, baseadas em cuidadosa investigação, forneceram uma interpretação sólida dos princípios envolvidos e devem ser levadas em conta ao se chegar a uma decisão.
Que os conselhos do Espírito de Profecia sem hesitação e definitivamente ensinam que o Cristão deve fazer provisão para “um dia chuvoso.” Devemos reconhecer que virá um tempo quando o salário será reduzido ou suspenso, e olhando adiante, devemos caso seja possível, ter uma quantidade razoável de bens ou uma quantia em dinheiro em reserva para satisfazer tais necessidades, a fim de que “não precisemos depender da caridade de outros.”
Que é correto ter a segurança de uma casa própria modesta e investimentos financeiros conservadores, dinheiro no banco, investir na obra do Senhor, e em outro investimento seguro.
Que é correto se beneficiar da proteção oferecida por seguro contra fogo e seguro de automóvel.
Que qualquer que seja a provisão que faça para as necessidades futuras o Cristão deve estar sempre consciente do terno e especial cuidado de Deus por Seus filhos, e que Ele não se esquece das necessidades de Sua causa.
Que a família e a igreja têm uma responsabilidade por seus membros em tempo de necessidade ou privação, e, com o compartilhar do Cristão dos fardos de seu irmão ninguém sofrerá.
Que seja feita igual provisão para o dia de necessidade e como ela será planejada deve ser deixado com o indivíduo determinar cuidadosamente e com oração, com o coração completamente entregue a Deus, e com a determinação no coração que no cumprimento destas responsabilidades, todo passo possa ser dado em harmonia com a vontade de Deus.
Que os conselhos Espírito de Profecia sobre Seguro de Vida adquiridos nos anos 1860 foram dados em um tempo quando ele não era controlado e frequentemente when era manipulado por “caloteiros”, mais ou menos como uma proposta de jogo em um esquema “fique-rico-rápido.”
Que os conselhos Espírito de Profecia nos anos entre 1867 e 1909 eram consistentes por desencorajar o Seguro de Vida, pois nos Estados Unidos da América tais seguros não estavam sujeitos ao controle de leis bancárias estaduais até 1906 e daí para a frente, e tão tarde como 1910 algumas companhias estavam envolvidas em práticas questionáveis e frequentemente desonestas. Não existem declarações de Ellen G. White sobre seguro de vida após 1909.
Que vários planos de poupanças e de seguro hoje em dia chamados de “seguro de vida," protegidos como eles são e aprovados por leis cuidadosas do país, sujeitos a inspeções estritas das autoridades do estado, são geralmente considerados como um investimento seguro e sólido; mais sólidos que muitos outros investimentos.
Que muitos Seguros de Vida em nossos dias, são realizados pelo costume de guardar alguma quantia para o dia de necessidade e, para ajudar a outra a carregar seus fardos, com o círculo indo além da família ou da igreja para incluir completamente um grande número de pessoas, desse modo igualando o fardo e minimizando o gasto.
O seguro de saúde é simplesmente outro plano para igualar aquilo que pode vir a ser um gasto incomum e pesado, mas se torna mais leve por que um número grande de pessoas compartilha os fardos de uma outra.
Que o seguro para sepultamento fornece meios pelos quais o gasto causado pela morte é coberto de uma maneira correta e segura, através de pagamentos adiantados durante um período de anos.
Que os planos funerários nos quais um grande número de pessoas participa, seja através de taxas especificadas, ou por contribuições na ocasião da morte de um membro participante do plano, são um meio de dividir sistematicamente os gastos de tal maneira que uma pessoa ajuda a outras em suas dificuldades, e através de um plano bem organizado fazem provisão apropriada para custos que devem ser pagos.
Que a Seguridade Social é reconhecida pela igreja como um plano através do qual empregador e empregado se unem para pôr sistematicamente em reserva uma quantia que estará disponível em um tempo de necessidade, seja na aposentadoria ou na morte.
Que estes vários planos que os membros leigos assalariados fazem, na verdade também têm sido praticados pela denominação já há muitos anos, atendendo ao conselho oferecido pelo Espírito de Profecia. Esse plano é mantido por uma porcentagem regular da folha de pagamento das várias organizações empregadoras da igreja sendo acumulado em um fundo centralizado, para ser gasto com pagamentos mensais dos obreiros jubilados ou incapacitados ou às suas viúvas, e em caso de necessidade, no pagamento de despesas médicas e gastos com sepultamento desses.
Que a Igreja Adventista do Sétimo Dia, mesmo não encorajando nem desencorajando seus membros a respeito do assunto de seguro de diferentes tipos, tem pelas ações da Comissão da Associação Geral em Concílio Anual, formalmente estabelecido sua aprovação na Seguridade Social e nos planos para Benefício dos familiares sobreviventes.
Que na escolha do método empregado para providenciar “um capital para” ser usado em “caso de emergência” (O Lar Adventista, p. 395), qualquer que esse método possa ser, o membro deve tomado o cuidado de buscar e seguir o conselho de uma pessoa experiente que possa lhe oferecer orientação segura.
Que qualquer provisão que o assalariado faça na preparação para o dia de dificuldade financeira, ou diminuição do salário, ele deve se precaver cuidadosamente contra um curso de ação que o levará a amar o dinheiro, ou à criação com suas próprias mãos de alguma coisa na qual ele deposite sua confiança e prejudique sua ligação íntima com seu Criador e Redentor.
Que o Senhor, através dos conselhos do Espírito de Profecia, deu abundante instrução e orientação relacionadas à nossa responsabilidade para com a mordomia financeira, deixando claras nossas obrigações para com Deus, nossa família, nossos irmãos da igreja, e com aqueles que estão ao nosso redor; e estes conselhos devem ser cuidadosamente estudados, reestudados e seguidos, para que possamos colocar nosso tesouro no Céu, a fim de que Satanás não nos seduza com embaraços que destroem a alma.
RECOMENDADO
Recomendar que todos os crentes, especialmente aqueles que têm responsabilidade financeira com a família, façam uma cuidadosa e planejada provisão para enfrentar emergências imprevistas que afetam a eles e suas famílias.
Considerar que a aquisição de tipos de seguro de vida que não entram em conflito com os princípios Cristãos e que são meios legítimos de fazer provisão para os tempos de necessidade, que contribuem para o planejamento financeiro da família se constitui um assunto de consciência pessoal, e que a igreja não deve assumir uma posição oficial a esse respeito.
Aconselhar que o ato de providenciar para necessidades futuras não nos concede licença para o exercício da ganância.
Aconselhar aqueles que se esforçam para fazer provisão para o futuro, exerçam cuidado para que motivos egoístas não se tornem uma parte do seu planejamento.
Educar os membros da igreja através do ministério da mordomia a respeito de princípios seguros de planejamento financeiro familiar.
Não tomar nenhuma medida, como igreja, a fim de estabelecer ou promover quaisquer formas de seguro de vida geral para os membros.