Durante os anos recentes várias formas da filosofia existencial têm varrido de um extremo a outro os campi das universidades, tanto seculares como religiosas, na América do Norte. Pessoas mais jovens têm encontrado enorme apelo em algumas formas do existencialismo. Às vezes a reação tem sugerido a descoberta de alguma coisa nova, e nos círculos teológicos, a descoberta de alguma coisa não acessível através da religião ortodoxa.
O Existencialismo é quase tão difícil de interpretar como é impossível descreve-lo. Ele pode ser totalmente secular e totalmente ateístico, ou pode parecer com uma filosofia Cristã que se encaixa no ambiente social do Catolicismo Romano, no Protestantismo ou na instituição Ortodoxa. Ele também pode estar à vontade com o Judaísmo.
O apoio dos intelectuais em cada uma destas crenças tem tornado o existencialismo alguma coisa “excêntrica” nos círculos educacionais e teológicos durante as duas últimas décadas. Isto foi especialmente assim sob o deslumbramento dos famosos intérpretes Europeus, tais como Dostoevsky, Kierkegaard, Kafka, Sartre, Camus, Jaspers, Tillich, e uma hoste de outros. Nem todos os que citam estes nomes leram suas obras de fato, porém a moda se move rapidamente a despeito disso.
Quando nossos próprios campi Adventistas do Sétimo Dia sentiram estas correntes, era inevitável que surgissem muitas perguntas. Foi com o propósito de responder algumas destas perguntas que foi solicitado a certos homens que preparassem documentos para uma discussão num grau mais elevado por um comitê de pesquisa em Outubro de 1967. Foram designados tópicos a estes homens, mas de outro modo não foram constrangidos em sua escrita e, desde que eles estavam em diferentes partes do mundo, não houve colaboração entre eles, e suas avaliações foram totalmente pessoais e independentes.
Após livre discussão destes documentos, durante a qual o Dr. D. W. Holbrook do Home Study Institute foi o Moderador, chegou-se às seguintes conclusões:
O existencialismo não pode ser definido precisamente. De fato, uma definição exata é costumeiramente evitada pelos filósofos existenciais, visto que defini-lo seria perde-lo na escravidão de um confinamento muito restrito.
Ele é até um certo grau um afastamento filosófico radical do que foi previsto por Pascal e trabalhado mais metodicamente por Kierkegaard e seus sucessores nesta área.
O existencialismo, como o nome sugere, relaciona o destino do pensador individual às ideias com as quais se ocupa e podem ser entendidas por sua própria mente.
No existencialismo Cristão esta filosofia significa que as crenças Cristãs não têm valor exceto quando elas são experiências vitais na vida diária.
Esta experiência existencial vital tem, entretanto, sempre sido uma ênfase maior na doutrina da regeneração, de tal modo que pelo novo nascimento em Cristo, todas as crenças fundamentais se tornam a salvação da alma, através do Espírito Santo, uma experiência coesa, vital e contínua diariamente.
Na área do dogma, Cristãos fundamentalistas de todas as persuasões são confrontados com o fato que os existencialistas Cristãos, especialmente os mais recentes, foram do pensamento de escolas modernistas. São dados exemplos nestes documentos.
O existencialismo enfatiza algumas lições vitais para o crente Cristão. Por exemplo, crenças doutrinárias podem ser apenas declarações frias como o gelo a menos que elas se tornem vivas e aquecidas num coração crente e numa vida vitoriosa. Tendo dito isto, devemos concluir que (a) estas lições vitais são encontradas nas ordens e exortações do Novo Testamento para vivermos nossas crenças e sermos o que pretendemos ser, (b) na área da crença doutrinária, existe pouco ou nada no existencialismo que não seja oferecido a nós nos ensinos Bíblicos como os entendemos como Adventistas.
O existencialismo parece estimular a curiosidade e a preocupação espirituais entre o estudante das universidades, mas tem que ser admitido que uma grande porcentagem de eles chega a argumentos confusos contra a validade e importância dos ensinos da igreja Cristã. Para eles cessa de existir uma estrutura clara, convincente da verdade objetiva expressa por um “Assim diz o Senhor.” A super ênfase nos relacionamentos e processos tende a destruir uma convicção que existe verdade absoluta para o propósito da redenção do homem.
No espectro amplo da verdade, estendendo-se da verdade objetiva absoluta aos relacionamentos subjetivos, o entusiasta existencial tende a enfatizar apenas um extremo dos sentimentos subjetivos quando comparados com verdades objetivas. Alguns entusiastas existenciais contenderiam que Ellen G. White foi alguém semelhante a eles, e não requereria grande erudição para compilar uma lista de citações apoiadoras deste objetivo. Deveria, entretanto, ser muito fácil reunir uma lista igualmente impressiva mostrando a crença dela na verdade absoluta imutável e sua importância. O que significa que Ellen G. White permaneceu realmente no meio do caminho, removida dos extremos nestes assuntos. Esse é o lugar aonde pensamos que a encontraríamos em nossa busca por valores eternos.
The General Conference Biblical Research Committee